Pesquisa Nascer no Brasil 2 revela avanços expressivos na prática hospitalar

Pesquisa Nascer no Brasil 2 revela avanços expressivos na prática hospitalar

Você sabia que a realização de episiotomia caiu de 47% para apenas 7% nos partos vaginais do SUS em cerca de 10 anos?

Esse dado impressionante faz parte da Pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada pela Fiocruz entre 2021 e 2023, que revela avanços expressivos na prática hospitalar durante o parto no país.

Para futuras mamães e profissionais de saúde, entender essas mudanças é essencial, pois refletem uma aderência crescente às boas práticas, com mais mulheres podendo se movimentar e optar por posições verticalizadas no parto – uma verdadeira transformação cultural fruto de políticas públicas eficazes.

Nos próximos parágrafos, você vai descobrir outros dados surpreendentes, como a redução significativa da manobra de Kristeller, a questão do acesso à analgesia e os desafios que ainda persistem, além de compreender porque é fundamental manter-se informada sobre a evolução obstétrica e cuidados pré-natais, inclusive relacionados a outras notícias importantes como o Prouni 2025: Prazo Final para Comprovar Dados é Nesta Sexta (5) para comprovar dados no Prouni 2025.

Avanços na redução da episiotomia e da manobra de Kristeller no SUS e sistema privado

Queda significativa da episiotomia nos partos no SUS

Um dos progressos mais notáveis na prática obstétrica no Brasil foi a drástica redução da realização da episiotomia. Essa intervenção consiste no corte do canal vaginal com bisturi para ampliar a passagem do bebê, procedimento que, embora foi muito comum, tem sido questionado por seus efeitos adversos e por não ser sempre necessário.

Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2, conduzida pela Fiocruz entre 2021 e 2023, evidenciam que a episiotomia caiu de 47% para 7% nos partos vaginais realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) em cerca de dez anos.

Essa redução expressiva reflete a adesão crescente a práticas obstétricas que valorizam o protagonismo da mulher no parto e buscam minimizar intervenções invasivas e desnecessárias.

Além disso, essa mudança representa uma importante melhora na qualidade do atendimento, reduzindo riscos de complicações como dores pós-parto, infecções e cicatrizes traumáticas.

Entretanto, os desafios persistem, e é fundamental que profissionais de saúde continuem capacitandos e que as gestantes recebam informações claras sobre os benefícios do parto humanizado.

Manobra de Kristeller: redução e reconhecimento dos riscos

Outro avanço relevante foi a queda na realização da manobra de Kristeller, prática em que o profissional pressiona o abdômen da gestante para acelerar o nascimento, amplamente criticada por causar sofrimentos tanto à mãe quanto ao bebê.

No SUS, a incidência dessa manobra caiu de 36% para 9%.

Já no sistema privado, a redução foi ainda mais expressiva, com apenas 2% das mulheres que tiveram parto vaginal relatando ter passado pela manobra.

Essa queda é especialmente importante, pois a manobra de Kristeller é considerada uma forma de violência obstétrica, associada a riscos elevados de trauma, hemorragias e desconforto intenso.

A coordenadora-geral da Pesquisa Nascer no Brasil 2, Maria do Carmo Leal, destaca que os dados indicam uma mudança cultural significativa, evidenciando a eliminação de intervenções desnecessárias no processo de parto, fruto das políticas públicas e da maior conscientização profissional.

Essas melhorias revelam como a pesquisa atua não só como um diagnóstico, mas como instrumento para subsidiar aperfeiçoamentos práticos em hospitais e clínicas.

Assim, futuras mamães e profissionais de saúde podem confiar que, embora nem todos os desafios tenham sido superados, os passos dados são firmes rumo a um parto mais seguro e respeitoso.

Para quem deseja entender melhor o impacto das políticas públicas na qualidade do atendimento, vale conferir iniciativas recentes como o Prazo Final para Comprovar Dados do Prouni 2025, que reforça a importância da organização e da informação no cuidado à população.

Adoção de práticas humanizadas no parto no Rio de Janeiro e Brasil

Aumento da liberdade e movimentação das parturientes

Os dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2 revelam avanços significativos na humanização do parto. Um dos pontos mais destacados é o aumento da permissão para que as mulheres possam se alimentar e se movimentar durante o trabalho de parto.

Isso representa uma mudança fundamental, pois tais práticas ajudam a tornar o procedimento menos estressante e facilitam o progresso natural do nascimento.

No Rio de Janeiro, essa realidade é bastante evidente.

Quase todas as mulheres que passaram pelo parto, seja na rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS) ou em unidades privadas, puderam optar por posições verticalizadas.

Essas posições, que incluem ficar em pé, sentada ou agachada, favorecem o mecanismo fisiológico de saída do bebê e proporcionam mais conforto à parturiente.

Essa liberdade de movimentação contrasta fortemente com práticas tradicionais e restritivas, como a alimentação proibida durante o parto.

Além disso, o aumento da autonomia da mulher durante esse momento crítico reflete a mudança cultural em curso nos hospitais do Rio e do Brasil.

Fim da posição de litotomia e mudança cultural na atenção obstétrica

Outro avanço expressivo é o abandono quase total da posição de litotomia, em que a mulher fica deitada com as pernas erguidas, considerada desconfortável e restritiva. Essa prática, comum por décadas, era criticada por limitar os movimentos da mulher e dificultar sua capacidade de fazer força durante o parto.

A coordenadora-geral da pesquisa, Maria do Carmo Leal, destaca que é uma “mudança de cultura que estamos vendo” e fruto de políticas públicas focadas em práticas obstétricas baseadas em evidências e respeito à mulher.

Ela enfatiza que, apesar de não ser um processo completo, essa transformação já tornou a experiência de parto no Rio “muito mais humana e digna.”

Esse cenário mostra um compromisso crescente com a eliminação de intervenções desnecessárias e com a valorização do protagonismo da parturiente.

O cuidado humanizado prioriza o bem-estar físico e emocional, alinhando-se às orientações da Organização Mundial da Saúde.

Esse movimento é crucial para profissionais e futuras mães, contribuindo para uma experiência de parto mais segura e respeitosa, que pode inclusive ser potencializada por aliados como a analgesia adequada.

Desafios e declínio no uso da analgesia durante o parto no SUS e sistema privado

A analgesia durante o parto tem enfrentado uma queda significativa tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto no sistema privado no Brasil. De acordo com a Pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada entre 2021 e 2023, a proporção de mulheres que tiveram acesso à analgesia para alívio das dores das contrações diminuiu de 7% para 2% no SUS em âmbito nacional, com um índice ainda mais baixo de 1% no estado do Rio de Janeiro.

No setor privado, a queda também foi marcante, passando de 42% para 33% nacionalmente, e atingindo 30% no Rio de Janeiro.

Essa redução preocupa especialistas, já que a analgesia pode ser uma aliada importante para facilitar o parto vaginal e melhorar a experiência da gestante.

Em paralelo, a pesquisa destaca que entre as mulheres do Rio que receberam analgesia, a chance de concluir o parto de forma vaginal foi quase seis vezes maior, sugerindo um potencial significativo dessa prática para reduzir cesarianas desnecessárias.

Esses números indicam que, embora avanços expressivos tenham sido observados em outras intervenções obstétricas, o uso da analgesia ainda enfrenta barreiras, como falta de acesso ou resistência cultural.

Essa situação revela um desafio importante na humanização do parto, uma vez que o controle adequado da dor contribui para a satisfação das mulheres e para um processo mais natural e seguro.

Assim, é fundamental ampliar políticas e capacitação profissional para garantir que a analgesia esteja disponível e indicada sempre que necessária.

Para entender mais sobre as políticas públicas e seus impactos, confira o artigo recente sobre Prouni 2025: Prazo Final para Comprovar Dados é Nesta Sexta (5).

Perspectivas sobre índices de parto normal e cesariana após a Pesquisa Nascer no Brasil 2

Aumento das cesarianas no SUS e estabilidade dos partos vaginais

Os resultados recentes da Pesquisa Nascer no Brasil 2 revelam um cenário desafiador quanto aos índices de parto normal e cesariana no país.

No Sistema Único de Saúde (SUS), houve um aumento das cesarianas, passando de 43% para 48% em cerca de uma década.

Contudo, é importante destacar que a maior parte desse crescimento está associada às cesarianas intraparto, ou seja, aquelas realizadas após o início do trabalho de parto, que representam 13% do total no Brasil.

Esse dado indica que a cirurgia é usada quando torna-se indispensável para garantir a segurança da mãe e do bebê durante o processo.

Paralelamente, os partos vaginais mantiveram-se estáveis, com índices de 52% no SUS em todo o país e 50% no estado do Rio de Janeiro.

Esse equilíbrio revela avanços na prática hospitalar, apesar das dificuldades estruturais ainda existentes.

Figura das cesarianas no setor privado e a recomendação da OMS

Por outro lado, no sistema privado, as cesarianas predominam com expressivos índices de 81% no Brasil e 86% no Rio de Janeiro.

É preocupante que apenas uma pequena parcela dessas cirurgias, 9% no país e 7% no estado, sejam realizadas após o início do trabalho de parto, o que sugere ampla prática de cesarianas eletivas.

Apesar disso, houve um ligeiro aumento nos partos vaginais na rede privada, que subiram de 12% para 19%.

Esses números, embora ainda abaixo do recomendado, apontam para uma pequena mudança cultural que pode ser potencializada por políticas públicas e pela valorização do parto natural.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que cesarianas sejam realizadas apenas quando estritamente necessárias, mantendo-se um índice máximo de 15%.

Assim, é fundamental adaptar a atenção ao parto para reduzir as cesarianas desnecessárias, beneficiando a saúde da mãe e do bebê.

Vale lembrar que políticas educacionais e o acesso a informações de qualidade são essenciais nesse processo, assim como mostrado nos recentes esforços para garantir direitos sociais, como destaca o prazo para comprovar dados do Prouni 2025, que reforça a importância da informação correta para a tomada de decisão.

Cenário preocupante do pré-natal e cuidados para gestantes de alto risco no Rio de Janeiro

Qualidade insuficiente do pré-natal na atenção básica

Apesar de 98,5% das mulheres do Rio de Janeiro terem recebido acompanhamento pré-natal, o cenário revela graves lacunas. Somente cerca de um terço delas apresentava registro completo de aferição de pressão arterial e exames de glicemia, fundamentais para o controle da hipertensão e diabetes gestacional, duas complicações que podem ameaçar a saúde da mãe e do bebê.

Além disso, menos de 34% das gestantes tiveram prescrição registrada de ácido fólico, substância essencial para prevenir problemas no desenvolvimento neurológico do feto.

A vacinação, outro pilar do cuidado, também apresenta índices preocupantes: apenas 31,6% foram vacinadas contra tétano e hepatite B, imunizantes que devem ser aplicados durante a gestação para proteger mãe e filho.

Esses dados indicam falhas significativas na qualidade do acompanhamento, que vão desde o registro inadequado até a falta de oferta desses serviços essenciais.

Portanto, é fundamental reforçar a formação dos profissionais e a estrutura das unidades básicas para garantir um pré-natal realmente eficaz.

Desafios no cuidado às gestantes de alto risco e implicações práticas

A situação é ainda mais alarmante entre as gestantes de alto risco, aquelas com condições clínicas já diagnosticadas durante a gravidez. A pesquisa revela que 75% dessas mulheres nunca consultaram um especialista, permanecendo apenas na atenção básica, o que não é adequado para acompanhar casos que demandam maior cuidado.

Outro dado preocupante mostra que 36% delas não tiveram a pressão arterial aferida adequadamente em todas as consultas, nem realizaram exames de glicemia conforme indicado.

Isso aumenta os riscos de complicações que poderiam ser prevenidas ou tratadas precocemente.

Além desse contexto, observa-se um processo desgastante de peregrinação no momento do parto, quando mulheres precisam buscar vagas ou unidades adequadas para atendimento.

Essa dificuldade muitas vezes prolonga a espera e agrava os riscos para mães e bebês, principalmente para as gestantes de alto risco.

Esses resultados reforçam a necessidade urgente de aprimorar os fluxos e a infraestrutura para garantir atendimento especializado e contínuo, evitando peregrinações desnecessárias.

As políticas públicas devem priorizar a integração da atenção básica com a especializada para garantir segurança e qualidade ao pré-natal.

Para futuras mamães que estão em fase de comprovação de suas informações para programas de apoio, destacamos que o prazo para o Prouni 2025 termina nesta sexta-feira (5), um lembrete importante para quem busca oportunidades educacionais relacionadas.

Conclusão

Crédito: Arquivo/MDS Dados da maior pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil mostram avanços expressivos na prática hospitalar.

Reduções significativas na realização da episiotomia, caindo de 47% para 7% no SUS, e da manobra de Kristeller, mostram que o respeito à mulher durante o parto está conquistando espaço nas maternidades brasileiras.

Esses dados revelam uma transformação importante: a adoção crescente de práticas humanizadas, como posições verticalizadas e maior liberdade para movimentação, que valorizam a experiência do parto.

Porém, desafios persistem, como o acesso restrito à analgesia e as altas taxas de cesarianas, especialmente no setor privado, além da necessidade urgente de melhorias no pré-natal, sobretudo para gestantes de alto risco.

Agora, convidamos você a se engajar e buscar informação para garantir que essa transformação alcance cada vez mais mulheres.

Compartilhe este conhecimento e apoie a continuidade da mudança cultural na atenção ao nascimento, porque toda mãe merece um parto seguro, respeitoso e humanizado.

Vamos juntos construir um futuro onde as melhores práticas prevaleçam, e o cuidado à mãe e ao bebê seja prioridade em todo o Brasil.

Para aprofundar, confira também os avanços na educação e saúde em: Prouni 2025: Prazo Final para Comprovar Dados é Nesta Sexta (5).

Renato Garcia

About the Author: Renato Garcia

Renato Garcia é especialista em políticas públicas, direitos sociais e inclusão financeira, com mais de 10 anos de experiência na área de assistência social e cidadania. Atua como consultor e pesquisador em programas de transferência de renda, crédito popular e inclusão produtiva, além de colaborar com diversas iniciativas governamentais e do terceiro setor. Formado em Serviço Social e pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas, [Nome do Autor] dedica-se à produção de conteúdos educativos e informativos sobre benefícios como Bolsa Família, Auxílio Gás, BPC, Pronaf, entre outros, sempre com foco em acessar direitos, promover cidadania e reduzir desigualdades sociais. Seu trabalho busca orientar famílias de baixa renda, empreendedores informais e cidadãos sobre as melhores formas de acessar benefícios sociais e linhas de crédito público, com informações claras, atualizadas e baseadas nas normas oficiais. Atualmente, Renato Garcia colabora com portais especializados, participa de seminários e promove ações de capacitação sobre proteção social e educação financeira.