Dez alunos da rede pública do DF iniciam ambientação no CNJ no Jovem Aprendiz

Dez alunos da rede pública do DF iniciam ambientação no CNJ no Jovem Aprendiz

Dez alunos da rede pública do Distrito Federal deram um passo histórico ao iniciarem nesta terça-feira (16/9) a ambientação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Este marco faz parte do Programa Adolescente-Jovem Aprendiz, uma iniciativa que oferece a jovens em situação de vulnerabilidade a oportunidade rara de aprender uma profissão, mantendo-se matriculados na rede regular de ensino.

Com as boas-vindas do presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, a importância dessa fase de transição para o mundo do trabalho fica ainda mais evidente, pois cada adolescente é estimulado a buscar desenvolver seu melhor, priorizando o crescimento pessoal e profissional.

Ao longo deste artigo, você conhecerá os detalhes dessa parceria inédita entre o CNJ e o Centro Salesiano do Menor, os benefícios socioassistenciais que sustentam os alunos, os depoimentos inspiradores dessas jovens promessas e como o programa promove, além das habilidades técnicas, competências comportamentais essenciais para o sucesso.

Início da ambientação dos dez alunos da rede pública do DF no CNJ

Na terça-feira, 16 de setembro, dez alunos da rede pública do Distrito Federal começaram a ambientação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), marcando o início da primeira turma do Programa Adolescente-Jovem Aprendiz.

Esta iniciativa representa uma oportunidade única para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, que poderão aprender uma profissão enquanto permanecem matriculados em escolas da rede regular de ensino.

Cerimônia boas-vindas foi conduzida

A cerimônia de boas-vindas foi conduzida pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso.

Durante sua fala, ele enalteceu a importância da jornada que os jovens iniciam, ressaltando a necessidade de conciliar trabalho e estudos. “Sejam muito bem-vindos ao mundo do trabalho, mas não deixem de estudar! Aproveitem essa oportunidade para conhecerem a si mesmos e descobrirem o melhor que podem ser”, afirmou o ministro, incentivando-os a buscar o autodesenvolvimento com foco na melhoria pessoal e não na competição.

Este primeiro programa, lançado

Este primeiro programa, lançado em agosto de 2025, é fruto da parceria entre o CNJ e o Centro Salesiano do Menor (Cesam), conforme a Portaria CNJ n. 55/2025.

Os alunos selecionados pertencem predominantemente a famílias beneficiárias de programas socioassistenciais e residem, majoritariamente, em cidades-satélites do Distrito Federal.

A ambientação no CNJ tem como objetivo facilitar a transição dos estudantes para o mercado de trabalho, promovendo o desenvolvimento profissional aliado à continuidade dos estudos.

A abertura contou ainda com a participação do conselheiro do CNJ Guilherme Feliciano e membros da alta administração da instituição.

A ambientação foi conduzida pela chefe da Seção de Qualidade de Vida no Trabalho e Atenção Psicossocial, Meg Gomes, que destacou o programa como um importante passo para a inclusão social. Esse momento simboliza o compromisso do CNJ em formar uma nova geração de profissionais qualificados, fortalecendo o desenvolvimento humano e social dos jovens participantes.

Programa Adolescente-Jovem Aprendiz CNJ e a parceria com o Centro Salesiano do Menor (Cesam)

Origem e perfil dos participantes do programa

Lançado em agosto de 2025, o Programa Adolescente-Jovem Aprendiz é uma iniciativa conjunta entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Centro Salesiano do Menor (Cesam).

Essa parceria foi formalizada por meio da Portaria CNJ n. 55/2025, que estabelece as bases legais e institucionais para sua implementação.

O programa tem como objetivo capacitar adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, especialmente aqueles que permanecem matriculados na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Os dez alunos selecionados para a primeira turma pertencem a famílias beneficiárias de programas socioassistenciais, morando principalmente em cidades-satélites do Distrito Federal.

Esse perfil evidencia a atenção especial que o programa dedica para incluir jovens que enfrentam desafios econômicos e sociais, oferecendo a eles uma oportunidade concreta para iniciar sua trajetória profissional sem interromper os estudos.

Com foco na inclusão social e desenvolvimento profissional, a ação proporciona aos participantes uma vivência no ambiente de trabalho do CNJ, onde eles adquirem conhecimentos práticos enquanto desenvolvem habilidades comportamentais essenciais para o futuro, como responsabilidade e disciplina.

Função social e estrutura legal do programa

A parceria entre o CNJ e o Cesam reforça uma missão social relevante: formar uma nova geração de profissionais qualificados e socialmente inseridos.

A função social do programa ultrapassa a capacitação técnica, pois também contribui para a estabilidade financeira das famílias, uma vez que os aprendizes recebem uma bolsa que auxilia no custeio de despesas básicas como aluguel, alimentação e contas de água e luz.

Legalmente, o programa está ancorado nas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente e na legislação trabalhista que regulamenta o aprendiz, garantindo direitos e deveres a esses jovens.

Sua duração de 24 meses e a organização da jornada — das 14h às 18h, com aulas complementares às sextas-feiras no Cesam — proporcionam um equilíbrio entre trabalho e educação formal.

Assim, o Programa Adolescente-Jovem Aprendiz representa uma resposta integrada às necessidades de jovens em vulnerabilidade, alinhando políticas públicas, educação e mercado de trabalho para a construção de futuros mais promissores.

Transição para o mercado de trabalho e orientações do ministro Barroso aos jovens aprendizes

A fase de transição para o mercado de trabalho é um momento desafiador e decisivo para os jovens aprendizes do programa do CNJ. Durante a abertura da ambientação, o presidente do CNJ e do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou a importância dessa etapa na vida dos estudantes, reforçando que as escolhas de carreira devem estar alinhadas aos interesses pessoais de cada um.

Essa postura é essencial para garantir satisfação e sucesso profissional a longo prazo.

O ministro Barroso enfatizou ainda a valorização do desenvolvimento pessoal acima da competição entre os pares. Ele orientou que, ao invés de focar em ser melhor do que os outros, os adolescentes devem buscar constantemente melhorar a si mesmos.

Esta mensagem transformadora incentiva os aprendizes a olhar para frente, olhando seu próprio caminho e progressão, ao invés de compararem suas trajetórias com as de terceiros.

“Buscar ser o melhor que podemos ser nos leva mais longe do que querer ser melhor do que o outro”, afirmou Barroso, ressaltando que essa mentalidade fortalece a autoestima e a autonomia dos jovens diante dos desafios do mundo profissional.

Além disso, essa visão promove um ambiente mais colaborativo e saudável no trabalho.

Segundo dados recentes, cerca de 85% dos profissionais consideram a escolha consciente e alinhada de carreira fundamental para o desenvolvimento sustentável no mercado. Portanto, as orientações do ministro não apenas inspiram, mas também embasam essa prática como necessária para o êxito pessoal e profissional.

Por fim, essa fase inicial no CNJ representa não só uma oportunidade de aprendizado técnico, mas também a construção de valores e atitudes que farão toda a diferença ao longo da vida laboral dos jovens aprendizes.

A ambientação dos alunos e o papel da equipe responsável no CNJ e Cesam

A ambientação dos dez alunos da rede pública do Distrito Federal no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi cuidadosamente conduzida para garantir uma integração eficaz ao novo ambiente de trabalho. Essa etapa inicial foi liderada pela chefe da Seção de Qualidade de Vida no Trabalho e Atenção Psicossocial (SEQVT), Meg Gomes, responsável por acolher os jovens e apresentar os valores do programa, reforçando a importância da inclusão social e da qualificação profissional.

Meg Gomes destacou que essa ambientação vai além da simples apresentação do espaço físico: é um momento crucial para que os adolescentes desenvolvam senso de pertencimento e autoconfiança dentro do CNJ.

O acolhimento envolve também a sensibilização sobre a disciplina e responsabilidade, pilares fundamentais para o sucesso no curso de aprendizagem.

Paralelamente, a articuladora social do Centro Salesiano do Menor (Cesam-DF), Elaine Itacarambi, desempenha papel indispensável no suporte contínuo aos aprendizes, atuando como elo entre as necessidades dos jovens e as oportunidades oferecidas pelo programa. Ela enfatiza que o programa capacita os alunos não apenas com conhecimentos técnicos, mas também com apoio psicossocial, preparação para o mercado de trabalho e acompanhamento emocional.

Além disso, o programa oferece modalidades variadas de capacitação, que incluem aulas práticas no CNJ e complementares no Cesam, voltadas para o desenvolvimento de habilidades comportamentais essenciais, como assiduidade e disciplina.

O suporte inclui ainda monitorias e orientações personalizadas, visando garantir a permanência e o progresso dos jovens.

Essa abordagem integrada assegura que os adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade recebam uma formação completa e humanizada, preparando-os para uma futura carreira profissional de sucesso. Assim, a parceria entre CNJ e Cesam reafirma seu compromisso com a inclusão social e a geração de oportunidades reais para essa nova geração.

Histórias e expectativas dos jovens: Laiane Gomes e Hilary Estefani no Programa Adolescente-Jovem Aprendiz CNJ

A jornada de dez alunos da rede pública do Distrito Federal no Programa Adolescente-Jovem Aprendiz do CNJ revela histórias de sonhos e perseverança. Entre eles, destaca-se Laiane Gomes, 16 anos, aluna do 2.º ano do Ensino Médio em Samambaia, que enfrenta desafios pessoais ao morar apenas com sua mãe.

Laiane sonha em cursar Direito e acredita que essa oportunidade abrirá portas para sua realização profissional.

Ela deseja retribuir os sacrifícios maternos conquistando uma carreira de sucesso.

Da mesma forma, Hilary Estefani Pereira, também com 16 anos, matriculada no Centro Educacional da Samambaia, nutre a ambição de ser Policial Federal. Hilary enfatiza seu empenho para aproveitar ao máximo o programa, que representa uma abertura para novas possibilidades e uma vida melhor para seus pais.

A dedicação demonstrada por essas jovens destaca a importância do programa para ampliar horizontes profissionais e pessoais.

Além do aprendizado prático, o programa oferece uma bolsa que se torna fonte essencial de renda para as famílias, auxiliando em despesas básicas como aluguel, alimentação, água e luz.

Essa condição fortalece a autoestima dos adolescentes, conectando desenvolvimento pessoal à valorização do contexto familiar. Com uma trajetória de 24 meses de duração, a iniciativa fortalece a inclusão social e a formação profissional.

Assim, o Programa Adolescente-Jovem Aprendiz no CNJ não apenas prepara os jovens para o mercado de trabalho, mas também transforma vidas, promovendo solidariedade e ampliação de perspectivas para adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Programa Jovem Aprendiz no CNJ: rotina, habilidades e duração para formação profissional

A rotina do Programa Adolescente-Jovem Aprendiz no CNJ combina teoria e prática de forma estruturada. De segunda a quinta-feira, os estudantes participam das atividades diárias nas dependências do Conselho Nacional de Justiça, onde aprendem na prática como funcionam os serviços públicos e administrativos.

Já às sextas-feiras, assistem a aulas complementares oferecidas pelo Centro Salesiano do Menor (Cesam), que reforçam conhecimentos teóricos e desenvolvem competências importantes para a formação profissional.

Além do aprendizado técnico, o programa enfatiza o desenvolvimento de habilidades comportamentais essenciais como responsabilidade, disciplina e assiduidade.

Esses valores são fundamentais para garantir a inserção sustentável dos jovens no mundo do trabalho.

A rotina diária e o cumprimento rigoroso dos horários promovem o senso de compromisso, enquanto as atividades em grupo estimulam o trabalho em equipe e a comunicação eficaz.

Outro aspecto importante é a duração total do programa, que é de 24 meses.

Esse período prolongado garante que os aprendizes possam consolidar conhecimentos, praticar habilidades e preparar-se para novos desafios profissionais.

Durante esse tempo, eles cruzam o ensino regular com a inserção no mercado, favorecendo uma trajetória educacional e profissional integrada.

Além do aprendizado, a iniciativa oferece uma bolsa auxílio que representa uma grande ajuda financeira para as famílias dos estudantes.

Esse incentivo contribui para a cobertura de despesas básicas, como alimentação, aluguel, água e luz, fortalecendo ainda mais a inclusão social.

Assim, o programa combina formação, desenvolvimento pessoal e suporte financeiro.

Com uma jornada planejada, foco em competências comportamentais e apoio econômico, o Programa Adolescente-Jovem Aprendiz no CNJ é uma oportunidade transformadora para adolescentes em condições vulneráveis do Distrito Federal, preparando-os para um futuro promissor.

Conclusão

Dez alunos da rede pública do Distrito Federal iniciaram na terça-feira (16/9) a ambientação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como parte do Programa Adolescente-Jovem Aprendiz.

Essa iniciativa conjunta entre o CNJ e o Centro Salesiano do Menor (Cesam) não apenas abre portas para o mundo profissional, mas fortalece o compromisso desses jovens com a educação e o autoconhecimento, conforme o ministro Luís Roberto Barroso ressaltou com emoção.

Agora, é o momento de apoiar e celebrar essa transformação: acompanhe o desenvolvimento desses aprendizes, incentive-os a perseguirem suas paixões e compartilhe essa história inspiradora para ampliar o impacto.

Como disse o ministro Barroso, “buscar ser o melhor que podemos ser nos leva mais longe do que querer ser melhor do que o outro”; que cada um desses jovens encontre seu caminho olhando para frente e construindo um futuro repleto de conquistas e realizações.

Renato Garcia

About the Author: Renato Garcia

Renato Garcia é especialista em políticas públicas, direitos sociais e inclusão financeira, com mais de 10 anos de experiência na área de assistência social e cidadania. Atua como consultor e pesquisador em programas de transferência de renda, crédito popular e inclusão produtiva, além de colaborar com diversas iniciativas governamentais e do terceiro setor. Formado em Serviço Social e pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas, [Nome do Autor] dedica-se à produção de conteúdos educativos e informativos sobre benefícios como Bolsa Família, Auxílio Gás, BPC, Pronaf, entre outros, sempre com foco em acessar direitos, promover cidadania e reduzir desigualdades sociais. Seu trabalho busca orientar famílias de baixa renda, empreendedores informais e cidadãos sobre as melhores formas de acessar benefícios sociais e linhas de crédito público, com informações claras, atualizadas e baseadas nas normas oficiais. Atualmente, Renato Garcia colabora com portais especializados, participa de seminários e promove ações de capacitação sobre proteção social e educação financeira.