Câmara aprova PLP 102/2025: 21 novas profissões e MEI com faturamento até R$150 mil

Você sabia que a Câmara dos Deputados acaba de aprovar a inclusão de 21 novas profissões na categoria MEI e elevou o limite de faturamento para R$ 150...

Você sabia que a Câmara dos Deputados acaba de aprovar a inclusão de 21 novas profissões na categoria MEI e elevou o limite de faturamento para R$ 150 mil?

Conforme publicado pelo Jornal Contábil na última terça-feira, dia 09, esses avanços legislativos podem transformar a realidade de milhares de microempreendedores, especialmente no setor de eventos.

Essa mudança é essencial para facilitar o acesso a direitos, crédito e mercados que antes estavam praticamente fora do alcance de muitos profissionais.

Neste artigo, vamos detalhar as propostas aprovadas, o impacto do aumento do teto de faturamento e quais profissões ganharam essa oportunidade inédita dentro do regime MEI.

Contexto e aprovação do PLP 102/2025 na Câmara dos Deputados

Aprovação do PLP 102/2025 e suas implicações para o MEI

Na última terça-feira, dia 09, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 102/2025, que representa um marco importante para o regime do Microempreendedor Individual (MEI).

Essa aprovação inclui a inserção de 21 novas profissões na categoria MEI, ampliando significativamente o leque de atividades elegíveis para formalização.

Essa decisão ocorreu na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, órgão que também aprovou proposta paralela para aumentar o limite do faturamento anual permitido no regime.

O PLP 102/2025 visa facilitar a formalização de pequenos profissionais, principalmente aqueles ligados ao setor de eventos, que até então ficavam à margem do sistema.

Essa expansão da categoria MEI é fundamental para promover inclusão econômica e regularizar atividades que têm caráter eventual ou sazonal.

Importante destacar que a inclusão dessas novas categorias traz maior segurança jurídica e permite acesso facilitado a direitos trabalhistas e crédito.

Ampliação do alcance do regime e próximos passos legislativos

Paralelamente à inclusão das novas profissões, foi aprovado o projeto que aumenta o teto de faturamento anual do MEI, elevando-o de R$ 81 mil para R$ 150 mil.

Essa atualização é vital para adequar o regime à realidade econômica atual, corrigindo a defasagem que restringia muitos trabalhadores.

Segundo o relator da proposta, deputado Beto Richa, o limite antigo inviabilizava o acesso ao MEI de uma parcela significativa de profissionais.

Além disso, o projeto prevê que o teto financeiro será corrigido automaticamente anualmente com base no IPCA, garantindo atualização constante.

Ambas as propostas ainda passarão pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição, Justiça e Cidadania, antes da votação em Plenário.

Se aprovadas, essas medidas vão revolucionar o cenário do Microempreendedor Individual, tornando o sistema mais inclusivo e eficiente para milhões de brasileiros.

Detalhes do aumento do teto de faturamento do MEI pelo PLP 67/2025

Elevação do limite anual e correção automática pelo IPCA

Uma das principais mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados é a elevação do limite de receita bruta anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 150 mil.

Essa medida veio com objetivo claro de atualizar o teto de faturamento, que estava defasado há anos e não acompanhava a inflação e crescimento da economia local.

Além disso, o PLP 67/2025 prevê a correção automática anual desse limite, sempre em fevereiro, baseada no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do ano anterior.

Essa atualização automática garante que o valor do teto permaneça adequado ao cenário econômico, sem necessidade de novas intervenções legislativas a cada ano.

Por exemplo, em cenários de inflação alta, essa correção protege o microempreendedor de perder espaço no regime simplificado por causa da desvalorização do limite.

Isso gera maior estabilidade e previsibilidade para quem atua como MEI, estimulando formalização e crescimento do pequeno negócio.

Argumentos do relator e benefícios para trabalhadores excluídos

O relator deputado Beto Richa (PSDB-PR) destacou que o limite anterior de R$ 81 mil estava amplamente defasado, e, por isso, muitos profissionais permaneciam à margem do sistema formal.

Ele enfatizou que esses trabalhadores eram privados de direitos importantes, como acesso ao crédito facilitado e mercados regulamentados.

Essa exclusão era bastante significativa, considerando que o MEI oferece benefícios como INSS simplificado, emissão de nota fiscal e menor burocracia, facilitando a vida empreendedora.

Com a mudança para um teto de R$ 150 mil, muitos profissionais que antes ultrapassavam o limite poderão formalizar seus negócios sem perder as vantagens do MEI.

Por exemplo, pequenos prestadores de serviços, vendedores ambulantes e profissionais de áreas criativas poderão crescer legalmente e conquistar direitos trabalhistas.

Além disso, há um impacto positivo na economia, pois estimula a inclusão de trabalhadores no regime tributário simplificado, aumentando a arrecadação formal sem onerar o empreendedor.

Esse cenário deve reduzir a informalidade, recolocar muitos profissionais no mercado formal e oferecer segurança jurídica.

Para os microempreendedores, o aumento nesse limite representa uma chance real de expandir operações, aumentar faturamento e criar uma base sólida para seu negócio.

Em resumo, o PLP 67/2025 moderniza o MEI, ajustando-o às necessidades de hoje e trazendo amplos benefícios para a classe trabalhadora.

Inclusão de 21 profissões do setor de eventos no MEI via PLP 102/2025

Novas profissões autorizadas e características das atividades no setor de eventos

O PLP 102/2025 representa um avanço significativo para o setor de eventos, pois formaliza a possibilidade de 21 categorias profissionais atuarem como Microempreendedores Individuais (MEI).

Entre as profissões autorizadas para serem enquadradas nesse regime estão garçom, DJ, músico de eventos, fotógrafo, segurança, organizador de eventos, chefe de cozinha, cenógrafo, produtor cultural e recepcionista, entre outras.

Essa legislação reconhece a peculiaridade do setor, cujas atividades têm uma natureza eventual e sazonal, muitas vezes incompatível com os modelos tradicionais de contratação regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O relator do projeto, deputado Daniel Agrobom, enfatiza que essa característica torna difícil o enquadramento destas profissões nos contratos padrão, o que justifica a ampliação do alcance do MEI para contemplá-las.

Assim, o PLP 102/2025 permite que profissionais que trabalham em eventos possam se formalizar e ter acesso a vantagens como emissão simplificada de notas fiscais, contribuição previdenciária e possibilidades ampliadas de crédito.

Impacto econômico do setor e adequação regulatória pelo CGSN

Segundo dados da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape), o setor conta com cerca de 77 mil empresas e movimenta anualmente aproximadamente R$ 291 bilhões.

Esse segmento representa cerca de 3,8% do PIB brasileiro, destacando sua relevância econômica nacional.

O setor também é significativo em termos de geração de empregos: são 93 mil vagas formais e outras 112 mil vagas informais.

Essa dualidade reforça a importância de políticas que formalizem os trabalhadores, trazendo mais segurança jurídica e benefícios sociais.

Além disso, o texto aprovado prevê um prazo de 60 dias para que o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) adeque a regulamentação para contemplar essa nova legislação.

Essa adaptação regulatória é fundamental para garantir que as profissões incluídas possam efetivamente se enquadrar no MEI, com regras claras sobre atividades permitidas, faturamento e obrigações fiscais.

O processo de regulamentação pelo CGSN terá impacto direto na vida de milhares de trabalhadores, pois facilitará a formalização, fortalecendo as cadeias produtivas do setor de eventos no país.

Por fim, ambas as propostas ainda passam por análise nas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e Cidadania, antes da votação final no Plenário da Câmara.

Se confirmadas, as mudanças facilitarão a vida de profissionais autônomos, promoverão a formalização e expandirão o acesso a direitos e benefícios essenciais.

Trâmites finais e efeitos previstos após aprovação dos projetos para MEI

Após a aprovação inicial do PLP 102/2025 e do PLP 67/2025, destinados à ampliação do regime MEI, os próximos passos legislativos são essenciais para a concretização dessas mudanças.

Ambos os projetos ainda precisam passar pelas comissões de Finanças e Tributação, bem como de Constituição e Justiça e de Cidadania, para análise técnica e constitucionalidade.

Essa etapa é fundamental para garantir que as propostas atendam aos aspectos legais e fiscais necessários antes da votação definitiva no Plenário da Câmara dos Deputados.

De forma prática, a aprovação final no plenário abrirá caminho para a implementação dessas medidas, proporcionando benefícios expressivos para milhares de trabalhadores.

O aumento do limite de faturamento para R$ 150 mil, por exemplo, amplia possibilidades para empreendedores que antes ficavam restritos pela antiga faixa de R$ 81 mil.

Além disso, a inclusão de 21 novas profissões no MEI simplifica o processo de formalização para setores com características sazonais e eventuais, como o de eventos.

Esse movimento legislativo tem um efeito direto na economia formal, pois estimula a expansão da base de contribuintes do Simples Nacional.

Conforme especialistas, essa ampliação pode aumentar a arrecadação e proporcionar maior segurança jurídica para os microempreendedores.

Por exemplo, profissionais como DJs e fotógrafos, antes impedidos de se enquadrar como MEI, passarão a usufruir dos direitos e benefícios da formalização, promovendo estabilidade e acesso a crédito.

Portanto, é esperado que, uma vez aprovados, os projetos facilitem significativamente a vida de diversos trabalhadores, contribuindo para o fortalecimento do mercado formal e incentivando a regularização de atividades profissionais.

Este avanço legislativo reafirma o compromisso do Legislativo com a inclusão econômica e social, ampliando as oportunidades do Microempreendedor Individual no Brasil.

Conclusão

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Essa mesma Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou, também, projeto que amplia o alcance do regime de Microempreendedor Individual (MEI), elevando o limite de faturamento anual para R$ 150 mil.

Essas mudanças representam uma transformação poderosa para milhares de profissionais, especialmente do setor de eventos, oferecendo maior acesso a direitos, crédito e oportunidades no mercado formal.

Agora, é o momento de agir: se você é microempreendedor ou atua em uma das categorias contempladas, prepare-se para regularizar sua situação e aproveitar todos os benefícios que essas propostas podem trazer para sua vida e negócio.

Compartilhe esse conhecimento com sua rede, impulsione sua carreira e seja parte dessa nova fase que promete revolucionar o MEI no Brasil.

Ao avançarmos, reflita: como essas mudanças podem desbloquear seu potencial e transformar sua trajetória profissional? O futuro do empreendedorismo está esperando por você!

Renato Garcia
Renato Garcia

Renato Garcia é especialista em políticas públicas, direitos sociais e inclusão financeira, com mais de 10 anos de experiência na área de assistência social e cidadania. Atua como consultor e pesquisador em programas de transferência de renda, crédito popular e inclusão produtiva, além de colaborar com diversas iniciativas governamentais e do terceiro setor.

Formado em Serviço Social e pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas, [Nome do Autor] dedica-se à produção de conteúdos educativos e informativos sobre benefícios como Bolsa Família, Auxílio Gás, BPC, Pronaf, entre outros, sempre com foco em acessar direitos, promover cidadania e reduzir desigualdades sociais.

Seu trabalho busca orientar famílias de baixa renda, empreendedores informais e cidadãos sobre as melhores formas de acessar benefícios sociais e linhas de crédito público, com informações claras, atualizadas e baseadas nas normas oficiais.

Atualmente, Renato Garcia colabora com portais especializados, participa de seminários e promove ações de capacitação sobre proteção social e educação financeira.

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