Limite do MEI pode aumentar para R$150 mil em 2026: saiba tudo

Você sabia que o limite anual para ser Microempreendedor Individual (MEI) pode quase dobrar em 2026, passando de R$ 81 mil para R$ 150 mil?Esta mudanç...

Você sabia que o limite anual para ser Microempreendedor Individual (MEI) pode quase dobrar em 2026, passando de R$ 81 mil para R$ 150 mil?

Esta mudança foi aprovada recentemente na comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, um passo decisivo para flexibilizar o enquadramento do MEI e apoiar o crescimento de milhares de empreendedores.

Para você, que é MEI ou pensa em se tornar um, esse aumento representa uma oportunidade única de ampliar seu faturamento sem perder os benefícios do regime simplificado, como a redução da carga tributária e menos burocracia.

Neste artigo, vamos explicar o impacto dessa proposta, os benefícios adicionais que podem ser conquistados e o que ainda falta para que a medida seja oficializada, preparando você para aproveitar essa revolução no mundo dos microempreendedores.

Aprovação do aumento do limite do MEI na comissão da Câmara

Avanços na tramitação e cenário atual dos MEIs

Na quinta-feira, 11 de setembro de 2025, a comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou um importante projeto de lei. Ele propõe o aumento do limite de receita bruta anual para o enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI), que hoje é R$ 81 mil, para R$ 150 mil, a partir de 2026.

No entanto, para que essa proposta se torne lei, ainda é necessário que ela avance nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votada em plenário.

Esse aumento impacta diretamente milhares de empresários, especialmente no Espírito Santo, onde há atualmente 309.041 MEIs, conforme dados do Sebrae-ES.

Além disso, o Estado possui 173.388 microempresas que poderão migrar para o regime de MEI caso a medida seja aprovada.

Em âmbito nacional, a Receita Federal destacou que no início de 2025 existiam mais de 15 milhões de microempreendedores individuais no país.

Já um estudo do Sebrae aponta que os MEIs movimentaram cerca de R$ 70 bilhões por ano na economia brasileira – um reflexo da relevância desse segmento para o desenvolvimento econômico.

Justificativas do projeto e posição do deputado Heitor Schuch

O deputado Heitor Schuch (PSB-RS), autor da proposta, ressaltou que o teto atual do MEI, estabelecido desde 2018, está defasado.

Ele destacou que em seis anos houve mudanças relevantes na economia, e manter o teto em R$ 81 mil prejudica o crescimento dos microempreendedores.

Segundo Schuch, muitos recorrem a “subterfúgios”, criando até dois ou três CNPJs para driblar o limite legal.

Assim, o aumento para R$ 150 mil visa proporcionar mais segurança e estimular a formalização plena.

O deputado sustenta que essa atualização permite que empresários ampliem seus negócios dentro do regime simplificado, sem a necessidade de migrar para microempresa, o que implicaria maior complexidade tributária.

Portanto, essa movimentação na Câmara é vista como um passo fundamental para modernizar as regras atuais e fortalecer o empreendedorismo no Brasil.

Impactos econômicos do aumento do limite de receita para MEIs a partir de 2026

Ampliação da base de microempreendedores e movimentação econômica

O aumento do limite do faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 150 mil a partir de 2026 traz efeitos significativos para a economia brasileira.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 15 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs), que movimentam aproximadamente R$ 70 bilhões por ano, segundo pesquisa do Sebrae.

Esse número expressivo confirma a importância do segmento para a economia nacional e para a geração de empregos.

Com a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados, espera-se que haja uma migração de diversas microempresas para o MEI.

Por exemplo, no Espírito Santo, onde já existem 309.041 MEIs registrados, há também cerca de 173.388 microempresas que poderão migrar para a categoria do MEI com o novo limite.

Essa movimentação ampliará a base tributária simplificada, possibilitando que mais empreendedores tenham acesso a um sistema tributário menos oneroso e burocrático.

Ademais, a isenção de impostos federais como IRPJ, PIS e Cofins, combinada com um procedimento simplificado, favorece o surgimento e a formalização de novos negócios.

Essas mudanças indicam uma tendência de fortalecimento do empreendedorismo e da economia local, criando um ambiente mais favorável para pequenos negócios crescerem e se consolidarem, reduzindo a informalidade.

Potencial de crescimento dos negócios e benefícios para os empreendedores

A elevação do limite de receita oferece maior margem para expansão dos MEIs, sem a necessidade imediata de migração para o regime da microempresa (ME).

Com o teto atual de R$ 81 mil, muitos empreendedores se veem limitados em suas operações ou buscam subterfúgios, como abrir um segundo MEI para continuar crescendo.

Ao expandir esse limite para até R$ 150 mil, o MEI poderá ampliar seu faturamento com menor carga tributária, que será de apenas 1,5% sobre o faturamento nessa faixa de receita.

Isso representa uma vantagem competitiva relevante frente ao regime de microempresa, cuja tributação pode alcançar até 33% do faturamento.

Consequentemente, o empreendedor economiza custos e pode reinvestir no negócio, fomentando o desenvolvimento sustentável.

Além disso, o acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade será garantido a mais contribuintes, elevando a segurança social.

O aumento do número de MEIs também impulsionará a oferta de linhas específicas de crédito com taxas reduzidas, facilitando o acesso ao capital de giro.

Em suma, a mudança fortalece a base econômica do estado e do país, ampliando oportunidades para milhares de empreendedores.

Benefícios práticos do novo limite para microempreendedores atuais e futuros MEIs

Expansão e manutenção do regime simplificado para microempreendedores

O aumento do limite do MEI para R$ 150 mil a partir de 2026 traz vantagens concretas para quem já atua nesse regime.

Com o novo teto, o empreendedor poderá expandir seu negócio sem precisar migrar para a categoria microempresa (ME), o que mantém a simplicidade e facilidade do regime MEI.

Atualmente, empresas que ultrapassam o teto de R$ 81 mil são obrigadas a mudar de enquadramento, enfrentando maior burocracia e carga tributária mais alta.

Com a possibilidade de faturar até R$ 150 mil, esses empreendedores terão mais margem para crescimento, evitando as complicações administrativas de uma mudança de regime.

Além disso, essa medida combate o subterfúgio de abrir vários CNPJs para se enquadrar no MEI, uma prática desencorajada pela atualização do limite.

Essa expansão favorece o fortalecimento de negócios locais e a geração de emprego, aspectos importantes para a economia regional e nacional.

Redução da carga tributária, direitos previdenciários e facilidades administrativas

Outra mudança fundamental é a redução da carga tributária para quem faturar entre R$ 81 mil e R$ 150 mil.

Nessa faixa, a alíquota será de apenas 1,5% sobre o faturamento, significativamente inferior aos até 33% pagos por microempresas.

A redução de impostos federais como IRPJ, PIS, Cofins, IPI e CSLL, além da burocracia reduzida, torna o MEI mais atrativo para novos empreendedores.

O acesso facilitado a direitos previdenciários é outro destaque, incluindo aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade, proporcionando maior segurança social.

Assim como a facilidade para emissão de notas fiscais, fundamental para formalização e credibilidade aos negócios.

Por fim, os MEIs contarão com estímulos legais para participação em licitações e acesso a linhas de crédito especiais com taxas reduzidas, medidas que incentivam o crescimento sustentável.

Esses benefícios evidenciam o impacto positivo do projeto ao desburocratizar e fortalecer o empreendedorismo no Brasil.

Carga tributária atual versus nova proposta para MEIs entre R$ 81 mil e R$ 150 mil

A carga tributária é um dos principais fatores que influenciam o crescimento dos pequenos negócios no Brasil. Atualmente, os Microempreendedores Individuais (MEIs) pagam um valor fixo mensal chamado Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que engloba impostos como ISS, ICMS e a contribuição para o INSS.

Esse valor, geralmente entre R$ 60 e R$ 70 mensais, oferece simplicidade e previsibilidade para os MEIs que faturam até R$ 81 mil ao ano.

No entanto, empresas que ultrapassam esse limite são obrigadas a migrar para microempresa (ME) e passam a pagar impostos proporcionais ao faturamento, que podem chegar a 33%.

A proposta em votação na Câmara dos Deputados visa criar uma faixa intermediária para MEIs que faturam entre R$ 81 mil e R$ 150 mil. Nessa nova faixa, o empreendedor pagaria uma alíquota fixa de 1,5% sobre o faturamento mensal, mantendo o regime simplificado.

Essa mudança representa uma redução significativa da carga tributária para pequenos negócios que hoje enfrentam até 33% em impostos ao ultrapassar o teto atual do MEI.

Por exemplo, um MEI que fatura R$ 120 mil por ano hoje precisaria migrar para microempresa e pagar proporcionalmente muito mais impostos, elevando os custos e a burocracia.

Com o novo limite e taxa fixa de 1,5%, esse empreendedor poderá continuar no MEI, expandir suas atividades sem mudar de categoria e economizar no recolhimento tributário.

Assim, a proposta não só reduz a carga tributária, mas também incentiva a formalização e o crescimento sustentável de pequenos negócios.

Essa simplificação é essencial para fortalecer a economia local e permitir que mais empreendedores aproveitem benefícios previdenciários, linhas de crédito específicas e oportunidades de licitações públicas.

O papel das comissões Câmara na aprovação e os próximos passos para aumento do limite do MEI

O caminho para elevar o limite de faturamento do MEI para R$ 150 mil envolve etapas importantes dentro da Câmara dos Deputados.

Após a aprovação inicial do projeto na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, a proposta seguirá para análise na Comissão de Finanças e Tributação.

Essa etapa visa avaliar os impactos financeiros e tributários da mudança, garantindo que o aumento esteja alinhado com a sustentabilidade fiscal do país.

Na sequência, o projeto passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, responsável pela verificação da constitucionalidade da proposta.

Essa fase é fundamental para assegurar que o texto atenda às normas legais vigentes.

Se aprovado nessas comissões, o projeto será encaminhado ao plenário da Câmara, onde ocorrerá a votação final.

É importante destacar que o texto ainda pode sofrer alterações durante a tramitação.

Com um calendário legislativo rigoroso, a expectativa é que, caso aprovado em todas as etapas, a lei entre em vigor em 2026.

Esse processo regulamentar demonstra como a aprovação do aumento do limite do MEI é complexa, mas essencial para ampliar oportunidades e reduzir a informalidade.

Assim, os microempreendedores poderão usufruir de maior flexibilidade para desenvolver seus negócios dentro do regime simplificado.

Conclusão

Na quinta-feira (11), a comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou um importante projeto que pode aumentar, a partir de 2026, o limite de receita bruta anual para o enquadramento como MEI de R$ 81 mil para R$ 150 mil.

Essa mudança representa uma oportunidade transformadora para mais de 300 mil MEIs no Espírito Santo e milhões no Brasil, oferecendo maior margem de crescimento, redução da carga tributária e acesso facilitado a direitos previdenciários e crédito com taxas especiais.

Fique atento e acompanhe os próximos passos dessa proposta nas comissões de Finanças, Tributação, Constituição e Justiça, pois essa alteração poderá desbloquear um futuro mais próspero para os microempreendedores individuais.

Em suma, o caminho para o crescimento está se abrindo: você está pronto para avançar e conquistar seu espaço com menos burocracia e mais oportunidades?

Renato Garcia
Renato Garcia

Renato Garcia é especialista em políticas públicas, direitos sociais e inclusão financeira, com mais de 10 anos de experiência na área de assistência social e cidadania. Atua como consultor e pesquisador em programas de transferência de renda, crédito popular e inclusão produtiva, além de colaborar com diversas iniciativas governamentais e do terceiro setor.

Formado em Serviço Social e pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas, [Nome do Autor] dedica-se à produção de conteúdos educativos e informativos sobre benefícios como Bolsa Família, Auxílio Gás, BPC, Pronaf, entre outros, sempre com foco em acessar direitos, promover cidadania e reduzir desigualdades sociais.

Seu trabalho busca orientar famílias de baixa renda, empreendedores informais e cidadãos sobre as melhores formas de acessar benefícios sociais e linhas de crédito público, com informações claras, atualizadas e baseadas nas normas oficiais.

Atualmente, Renato Garcia colabora com portais especializados, participa de seminários e promove ações de capacitação sobre proteção social e educação financeira.

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